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SINOPSE:
A história de uma paixão literalmente devastadora. Neste belíssimo monólogo epistolar, Goethe fundou as bases do Romantismo. A adaptação de Paulo Venturelli sobre a obra é um romance de uma alma, uma história interior. Espetáculo estreou no FTC do ano passado e obteve grande repercussão. Concorre durante o festival ao Troféu Gralha Azul de Melhor Espetáculo do Ano e ator revelação de 2006.
Metáfora Cia. de Teatro/Cia Máscaras de Teatro
Texto: Goethe.
Direção: Marino Jr.
Assistência de Direção: Jader Alves
Iluminação: João Luiz Fiani.
Cenografia Lepoldo Baldessar.
Figurino e Produção: Thamis Barreto.
Elenco: Marcel Gritten.
Duração: 60'.
RELEASE:
A história de uma paixão literalmente devastadora. Neste belíssimo monólogo epistolar, Goethe fundou as bases do Romantismo, pondo a nu os sentimentos mais íntimos do ser humano. A adaptação de Paulo Venturelli sobre a obra é um romance de uma alma, uma espécie de confissão íntima.
O ano é 1771. Toda a história é narrada por Werther, em forma de cartas dirigidas ao amigo Wilhelm, onde conta sua chegada a uma cidade. Sente-se feliz e atraído pelas impressões daquele local e do campo, cuja beleza é comparável somente à conduta daquela gente humilde que ali mora.
Assim, conhece Charlotte, por quem se apaixona platonicamente. Werther a ama como quem precisa de ar para viver. Porém, trata-se de um amor impossível. Charlotte irá casar-se com Albert, e as circunstâncias morais da sociedade são os grandes obstáculos de Werther.
"O tema é a paixão, mas não a paixão disciplinada, comportada, condizente com os padrões e regras vigentes àquela época. É uma paixão sofrida até a aniquilação das forças vitais, na qual as barreiras da moral vêm totalmente abaixo", afirma Marino Jr, diretor do espetáculo.
Werther penetra no universo da sensibilidade romântica. O romantismo propunha que o saber não apresenta perigo desde que não se eleve simplesmente acima da vida e se afaste dela, mas queira servir à própria ordem da vida. Responder a perguntas como: "o que somos?" e encontrar a lei primeiramente em si mesmo, através do auto-conhecimento.
A paixão exagerada de Werther leva-o a ruína. Chama-nos a uma reflexão sobre nós mesmos, sobre nossas atitudes perante as pessoas a quem amamos e a importância que o amor possui em nossa existência. O amor absoluto é desejo de toda a humanidade. Ao final, impõe-se a necessidade de descobrirmos qual a nossa verdadeira natureza, para que fim fomos criados, e o desejo de continuar sendo e de considerar o amor a única forma de plenitude possível.
O espetáculo Werther, adaptado por Paulo Venturelli a partir da obra homônima de Goethe e dirigido por Marino Jr. para o FTC de 2006, foi aclamado com 2 indicações ao Troféu Gralha Azul, maior prêmio do Teatro Paranaense. A peça concorre nas categorias de Ator Revelação e Melhor Espetáculo.
"A peça teve grande destaque em 2006, tendo sido recomendada pela imprensa especializada, inclusive com destaque pela revista Bravo!, e agora vemos o esforço dessa produção independente, feita sem nenhum incentivo fiscal e sem patrocinadores privados, ser coroado por essas duas indicações a esse prêmio tão importante", comemora Marino Jr., diretor do espetáculo.
Seguindo os novos critérios da Comissão Organizadora do prêmio, o espetáculo retorna ao Fringe 2007, para ser avaliada por uma comissão nacional que apontará o Melhor Espetáculo de 2006.
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