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SINOPSE:
Em cartaz há sete anos, o espetáculo brinca com as terapias tradicionais e as relações entre pacientes e analistas, contando a história de Frederico, homem atormentado por um problema incomum: todos que olham para ele morrem de rir.
Cia. Máscaras de Teatro
Texto e direção: João Luiz Fiani.
Iluminação: Glaudiane Krull
Sonoplastia Marco Novack.
Figurino: Thamis Barreto
Música: Carlos Careca
Elenco: Marino Jr e João Luiz Fiani.
Duração: 60'.
RELEASE:
No ano de 2007 foram comemorados os 150 anos de nascimento de Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise moderna.
O retorno do espetáculo escrito por João Luiz Fiani aos palcos do FTC é uma forma de contribuir às comemorações do aniversário de Freud, promovendo um debate amplo e irrestrito sobre o estado da arte da psicanálise.
"NEM FREUD EXPLICA" é uma crítica clara a todas as teorias psicanalíticas. Freudianas, Jungianas, Behavioristas e outras que constituem toda a psicologia moderna. A concepção dessa comédia de João Luiz Fiani remete-nos a concepção do teatro do absurdo e foi toda fundamentada em pesquisas do autor, que sempre teve vontade de escrever um espetáculo para brincar e satirizar as situações vividas pelos pacientes e terapeutas.
O espetáculo estreou no ano de 2000 no Teatro José Maria Santos e já fez várias temporadas sempre com sucesso de público e crítica. Fez apresentações em Recife-PE no Teatro Guararapes para uma platéia de quase 3.000 pessoas. No Teatro Guaíra em Curitiba lotou várias temporadas. No FTC de 2004 fez 1650 espectadores no Teatro Paulo Autran. Em 2006 foram 2250 espectadores no Teatro Fernanda Montenegro, também por ocasião do Festival de Teatro de Curitiba.
Classificado pela GAZETA DO POVO como "UMA COMÉDIA INTELIGENTE", (crítica anexa) o espetáculo conta a história de Frederico, um jovem com um problema incomum: todos que olham para ele MORREM de rir!
Com produção da Cia Máscaras de Teatro o texto de João Luiz Fiani, leva ao palco, as relações e loucuras de um paciente e seu analista. "É uma crítica às teorias Freudianas, Jungianas, Behavioristas e outras que constituem toda psicologia moderna", explica o autor. A concepção da comédia, que remete ao teatro do absurdo, foi toda fundamentada em pesquisas realizadas pelo autor durante os últimos seis meses. "Sempre tive vontade de brincar e satirizar as situações vividas pelos pacientes e terapeutas. Aí surgiu a idéia de me projetar no palco analisando um sujeito que desperta este instinto incontrolável de rir. Escrevo textos para que atores consigam transmitir o riso às pessoas. Por que não parar e escrever algo sobre isso, uma comédia sobre isso?" diz o autor, que se considera satisfeito com o sucesso do espetáculo.
Para o ator Marino Jr. que interpreta Frederico a peça é uma verdadeira terapia. O ator tenta com sua interpretação fazer com que o público entenda o que é uma pessoa, comum, ter um problema destes. "Nós atores somos pessoas comuns, e às vezes estamos tristes e temos de fazer rir. Nem todos os palhaços, comediantes, ou atores do mundo são pessoas alegres no seu dia a dia. É um barato mexer com tais sentimentos" analisa Marino Jr, que comemora o carinho recebido do público que assistiu ao espetáculo.
O ator Marino Jr esteve fora do Brasil estudando comédia. Vencedor em 2002 de uma bolsa de estudos do programa ApArtes do Ministério da Educação o ator viveu por um ano na Itália, onde se especializou em comédia dell'arte. No FTC deste ano é responsável pela direção de "DON JUAN" de Molière e também pelo monólogo "WERTHER", adaptação de Paulo Venturelli para a obra de Goethe que concorre ao prêmio de MELHOR ESPETÁCULO DE 2006, no Troféu Gralha Azul.
O autor e diretor João Luiz Fiani que na trama interpreta o Dr. Benjamin, responsável pelo "tratamento" do garoto está envolvido em outros vários trabalhos. Assina a adaptação e direção de "O VAMPIRO CONTRA CURITIBA" de Dalton Trevisan e prepara mais duas comédias dirigidas ao público do Teatro Lala Schneider. Um remake de "EU QUERO SEXO" sucesso que tradicionalmente estréia no FTC e "FANTASMA DA ÓPERA - A COMÉDIA", para o horário da meia-noite.
Além disso a companhia teatral de João Luiz Fiani e Marino Jr. estréiam na Mostra Oficial deste ano o espetáculo "COLÔNIA CECÍLIA", com texto de Renata Pallotini.
Ela ria e eu ia...
O texto de João Luiz Fiani fala de um sujeito para quem o simples olhar desnuda mais o que olha do que o olhado. Um olhar, não tão simples, que identifica as tramas de ambos confundindo e desarticulando a noção de identidade.
Trata-se de uma trama em que analista e paciente se enxergam refletidos um no outro, e não vêem diferenças num aspecto, o da impossibilidade de compreensão. Encontram-se diante do escorregadio e deslizante da psiquê humana, do indefinível, e por isso absurdo, que caracteriza a dimensão humana.
Assim, o texto denuncia, com fino humor, a ilusão objetiva do esclarecimento, lançando uma vigorosa suspeita sobre a possibilidade de compreensão da dimensão humana, qualificando-a como inapreensível. Como um permanente inusitado que, contudo não impede ao personagem analista de reconhecer, "então temos uma chance... o espírito não riu! Já é um bom sinal...".
Não percam, ou melhor, não se percam.
Francisco Verardi Bocca - Doutor em Filosofia da Psicanálise pela UNICAMP
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